Lá vem aquela sensação de novo, aquela que sai do fundo de meu âmago e vai para o estômago, me fazendo agonizar, até senti-lá subir pela garganta.
Tão familiar quanto o ontem e tão desconhecido quanto o amanhã. Anseio pelo acaso e anseio pelo descaso da mesmice que me persegue.
A rotina contínua me faz seguir costumes e andar numa linha reta e meus dias estão infectados com essa maldita rotina, andar sem rota traçada, tem lá a sua graça.
Meus dias parecem um filme manjado e previsível e eu sou obrigada a assisti-lo e fingir que gosto dele, mas não.
Isso tudo me tira a sensibilidade de enriquecer essas minhas escritas, embora eu sinta aquele sentimento que faz meu peito ficar inquieto, minhas mãos formigarem e minha cabeça pegar fogo no final, só a exaustão do meu corpo me resta como pauta.
26 de janeiro de 2012
12 de janeiro de 2012
Lembretes de geladeira
Os lembretes da geladeira tentam reanimar minha memória
Mas é em vão, estou presa em ações oscilatórias
Amanheço desprezando a vontade de acordar
Vejo a rua pela janela, mas não consigo me animar.
Posso rir em tom de ironia, até minha voz ter afonia
Mas não evito uma rotina em assincronia
Acho que não faço o tipo que curte diacronia
Admito que as vezes gostaria de ter uma companhia.
Frustração não é bem o sentimento
Embora as vezes tenha sentido
Viver sempre deixando para amanhã pode não ser saudável
É atitude de perdedor, não devia ser aceitável.
Quando minha fé está quase por se esgotar
Fecho os olhos e me ponho a rezar
Os lembretes da geladeira só tentam me ajudar
Pequenos papéis não vão me fazer mudar
Eu posso rir com muita ironia
Até sentir descer na minha garganta afonia
Deveria corrigir essa assincronia
Nada de lembretes, meu caso é terapia.
Mas é em vão, estou presa em ações oscilatórias
Amanheço desprezando a vontade de acordar
Vejo a rua pela janela, mas não consigo me animar.
Posso rir em tom de ironia, até minha voz ter afonia
Mas não evito uma rotina em assincronia
Acho que não faço o tipo que curte diacronia
Admito que as vezes gostaria de ter uma companhia.
Frustração não é bem o sentimento
Embora as vezes tenha sentido
Viver sempre deixando para amanhã pode não ser saudável
É atitude de perdedor, não devia ser aceitável.
Quando minha fé está quase por se esgotar
Fecho os olhos e me ponho a rezar
Os lembretes da geladeira só tentam me ajudar
Pequenos papéis não vão me fazer mudar
Eu posso rir com muita ironia
Até sentir descer na minha garganta afonia
Deveria corrigir essa assincronia
Nada de lembretes, meu caso é terapia.
25 de dezembro de 2011
Texto Natalino
Chegou o natal. O clima na casa é outro, a árvore de natal está iluminada, parentes distantes estão prestes a chegar para passar essa noite aqui, sabores diversos cruzam-se na mesa aguçando meu paladar.
Embora meu espírito natalino vem se desanimando com o passar dos anos, senti que aquele natal era diferente; senti aquela empolgação infantil, aquele sentimento inexplicável de quando amanhece o dia 24, não sei o que era.
Esse natal foi simplório. Não houve amigo secreto, não teve nenhum tio vestido de papai noel alimentando a inocência das crianças, não teve pessoas desconhecidas, apenas a família reunida, sem esperar presentes ou qualquer coisa que o capitalismo oferece. Talvez essa seja a explicação daquele sentimento, a família reunida, esquecendo as diferenças, rindo, talvez chorando, relembrando o passado e compartilhando seus planos para o futuro.
Consegui entender o que os filmes natalinos tentam explicar: O natal é mais que presentes, que dinheiro, o natal é uma data única que temos para desfrutar a união familiar, mesmo que seja passageira.
Embora meu espírito natalino vem se desanimando com o passar dos anos, senti que aquele natal era diferente; senti aquela empolgação infantil, aquele sentimento inexplicável de quando amanhece o dia 24, não sei o que era.
Esse natal foi simplório. Não houve amigo secreto, não teve nenhum tio vestido de papai noel alimentando a inocência das crianças, não teve pessoas desconhecidas, apenas a família reunida, sem esperar presentes ou qualquer coisa que o capitalismo oferece. Talvez essa seja a explicação daquele sentimento, a família reunida, esquecendo as diferenças, rindo, talvez chorando, relembrando o passado e compartilhando seus planos para o futuro.
Consegui entender o que os filmes natalinos tentam explicar: O natal é mais que presentes, que dinheiro, o natal é uma data única que temos para desfrutar a união familiar, mesmo que seja passageira.
23 de outubro de 2011
Felicidade não é apenas uma ideia velha
Estou com receio em relação a este texto, estou enferrujada, não escrevo a um tempo, parece que não sei mais escrever, nem sei como começar, não tenho motivo aparente para esse recesso involuntário, mas ok, vamos tentar, já que aquela insônia inspiradora resolveu me visitar.
Bem, hoje me aproximei um pouco mais da tecnologia e ao invés de preparar o café no bom e velho fogão, esquentei uma água no microondas e... Deu mais trabalho, enfim, o que quero dizer é que, eu ando pensando sobre a vida, eu ando novamente com aquelas crises existências de TPM. De fato, meus pensamentos sobre a vida nesse período tem pitadas de epifania, e desta vez ocorreu-me como a ideia que as pessoas carregam de 'quero ser feliz' é uma ideia ultrapassada e está ficando velha. Não quero dizer que a ideia de felicidade em si seja velha, o que digo é que a busca da felicidade é uma atitude velha.
Penso nisso, pois consigo captar felicidade em momentos pequenos e em termos capitalistas, nem tenho uma vida repleta de riquezas, um exemplo: Eu não tenho cama. Explicarei, tenho dois irmãos, um mais velho e outro mais novo... Delicia de vida hein? (sem ironia) acontece que somos agitados, somos muito agitados e inspirados pelos malditos desenhos japoneses que eles dois são fãs, destruímos as camas aos poucos e num ato de castigo minha mãe negou-se a comprar camas novas, mas teve pena e comprou bons colchões... eis que dormimos todos os três em um quarto enorme, com tudo que precisamos, incluindo nossos colchões e sabe o que percebi? Cara, eu sou feliz e nem tenho cama e quer saber? Eu adoro! Os momentos com meus irmãos foram repletos de felicidade, de felicidade simplória, a felicidade mais pura que existe.
O que irrita na verdade não é o fato das pessoas buscarem a felicidade, e sim a buscarem como se ela não existisse, é muito bonito ver as pessoas construírem suas vidas pensando sempre em um amanhã melhor mas irrita saber que muitas vezes não percebemos, não valorizamos as coisas pequenas, puras e felizes.
Sabe, eu sou feliz quando tem feriado e fico em casa o dia inteiro de pijama assistindo Os Simpsons, eu me senti feliz quando estava desempregada e esquecia até de tomar banho, me senti feliz quando vi pela primeira vez o filme mais neurótico do Woody Allen, ou quando ouço aquelas músicas trash dos anos 80; A felicidade manifesta-se em mim quando dublo 'Ain't No Mountain High Enough' do Marvin Gaye, fico feliz quando como besteira... Da vez que fiz xixi no mato, eu estava muito feliz! Felicidade muitas vezes não precisa construir, vem involuntária, basta percebemos, antes que torne apenas uma ideia velha.
Não sou hippie, nem tive manifestações divinas, como disse, estou apenas tendo reflexões de TPM.
Bem, hoje me aproximei um pouco mais da tecnologia e ao invés de preparar o café no bom e velho fogão, esquentei uma água no microondas e... Deu mais trabalho, enfim, o que quero dizer é que, eu ando pensando sobre a vida, eu ando novamente com aquelas crises existências de TPM. De fato, meus pensamentos sobre a vida nesse período tem pitadas de epifania, e desta vez ocorreu-me como a ideia que as pessoas carregam de 'quero ser feliz' é uma ideia ultrapassada e está ficando velha. Não quero dizer que a ideia de felicidade em si seja velha, o que digo é que a busca da felicidade é uma atitude velha.
Penso nisso, pois consigo captar felicidade em momentos pequenos e em termos capitalistas, nem tenho uma vida repleta de riquezas, um exemplo: Eu não tenho cama. Explicarei, tenho dois irmãos, um mais velho e outro mais novo... Delicia de vida hein? (sem ironia) acontece que somos agitados, somos muito agitados e inspirados pelos malditos desenhos japoneses que eles dois são fãs, destruímos as camas aos poucos e num ato de castigo minha mãe negou-se a comprar camas novas, mas teve pena e comprou bons colchões... eis que dormimos todos os três em um quarto enorme, com tudo que precisamos, incluindo nossos colchões e sabe o que percebi? Cara, eu sou feliz e nem tenho cama e quer saber? Eu adoro! Os momentos com meus irmãos foram repletos de felicidade, de felicidade simplória, a felicidade mais pura que existe.
O que irrita na verdade não é o fato das pessoas buscarem a felicidade, e sim a buscarem como se ela não existisse, é muito bonito ver as pessoas construírem suas vidas pensando sempre em um amanhã melhor mas irrita saber que muitas vezes não percebemos, não valorizamos as coisas pequenas, puras e felizes.
Sabe, eu sou feliz quando tem feriado e fico em casa o dia inteiro de pijama assistindo Os Simpsons, eu me senti feliz quando estava desempregada e esquecia até de tomar banho, me senti feliz quando vi pela primeira vez o filme mais neurótico do Woody Allen, ou quando ouço aquelas músicas trash dos anos 80; A felicidade manifesta-se em mim quando dublo 'Ain't No Mountain High Enough' do Marvin Gaye, fico feliz quando como besteira... Da vez que fiz xixi no mato, eu estava muito feliz! Felicidade muitas vezes não precisa construir, vem involuntária, basta percebemos, antes que torne apenas uma ideia velha.
Não sou hippie, nem tive manifestações divinas, como disse, estou apenas tendo reflexões de TPM.
15 de julho de 2011
Loucura pouca é bobagem !
Antes de hesitar, penso no quão mais fundo posso cair e continuo a seguir... Começo assim pois, ando tendo uma vida repleta de loucuras e as pessoas que me envolvem insistem naquela velha filosofia de politicamente correto me fazendo sentir culpa, porém, o desejo ardente de vivê-las vence e me toma.
Tenho plena consciência da divisão de certo e errado de alguns acontecimentos, mas ainda assim os vivo. E o que acontecerá depois? Pois é, eu também não sei e é por isso que devemos nos permitir momentos de pura loucura, pois não sabemos o que acontecerá no dia seguinte, é uma percepção clichê eu sei, porém verdadeira. Questiono-me se viver sempre em dieta para diminuir a circunferência de sua barriga, sempre bebendo água com hora marcda, sempre ensaboando pratos, sempre organizando almofadas... se essa vida de sempre certo está realmente certo, se isso é de fato viver.
Loucuras são saudáveis. Não digo, não apoio o excesso delas. O que digo e apoio é que a ausência de loucuras te torna realmente louco.
Gosto dos meus dias loucos, filmaria todos, transformaria em filme, contaria pra vocês. Estou no que dizem que é a melhor fase da vida, a juventude e é o que parece.
Sei do meu limite, pois vivo sempre perto dele. Dizem que a tendência é que a dosagem de loucura da vida seja diminuída mais e mais, parece que sim e não sei se isso tudo teria graça se persistisse por toda a vida, pois o exagero de atitudes faz perder a graça, mas por enquanto me convém e sei que um dia essa agitação toda irá se acalmar e virará história e é esta a beleza. Se penso se é errado certas coisas e se penso em me arrepender? Talvez, mas deixo isso pro dia seguinte, pois como já disse os mutantes "Loucura pouca é bobagem" e você que não faz loucuras é com certeza um louco!
Tenho plena consciência da divisão de certo e errado de alguns acontecimentos, mas ainda assim os vivo. E o que acontecerá depois? Pois é, eu também não sei e é por isso que devemos nos permitir momentos de pura loucura, pois não sabemos o que acontecerá no dia seguinte, é uma percepção clichê eu sei, porém verdadeira. Questiono-me se viver sempre em dieta para diminuir a circunferência de sua barriga, sempre bebendo água com hora marcda, sempre ensaboando pratos, sempre organizando almofadas... se essa vida de sempre certo está realmente certo, se isso é de fato viver.
Loucuras são saudáveis. Não digo, não apoio o excesso delas. O que digo e apoio é que a ausência de loucuras te torna realmente louco.
Gosto dos meus dias loucos, filmaria todos, transformaria em filme, contaria pra vocês. Estou no que dizem que é a melhor fase da vida, a juventude e é o que parece.
Sei do meu limite, pois vivo sempre perto dele. Dizem que a tendência é que a dosagem de loucura da vida seja diminuída mais e mais, parece que sim e não sei se isso tudo teria graça se persistisse por toda a vida, pois o exagero de atitudes faz perder a graça, mas por enquanto me convém e sei que um dia essa agitação toda irá se acalmar e virará história e é esta a beleza. Se penso se é errado certas coisas e se penso em me arrepender? Talvez, mas deixo isso pro dia seguinte, pois como já disse os mutantes "Loucura pouca é bobagem" e você que não faz loucuras é com certeza um louco!
28 de junho de 2011
Des.
Desapego, desolado
Desfilado, desfigurado
Desatento, desnorteado
Despenteado, desesperado
Descontente, desamparado
Destino, desilusão
Descolado, desprotegido
Desfavorecido, despido
Desmoronado, destruído
Ah, desisto!
Desfilado, desfigurado
Desatento, desnorteado
Despenteado, desesperado
Descontente, desamparado
Destino, desilusão
Descolado, desprotegido
Desfavorecido, despido
Desmoronado, destruído
Ah, desisto!
Esse tal de sofrimento
Sinto que é necessário sofrer
Sinto que é necessário perder
Sinto que é necessário não ter
Sinto que é necessário não acontecer
Choro, insistência, desespero, luta!
Você não consegue, você surta!
Esse tal de sofrimento
é um dos mais puros sentimentos
Nos faz agarrar, sentir amor
Essa vida sofrida
Ah! é tão bonita
O aprendizado, o sabor do sofrimento
A inquietação do peito doendo
Os problemas todos da vida
A sensação de não haver saída
O estômago embrulhado
O coração apertado
A confusão dos pensamentos
A difusão dos sentimentos
Ah, que belo sentimento
Esse tal de sofrimento.
Sinto que é necessário perder
Sinto que é necessário não ter
Sinto que é necessário não acontecer
Choro, insistência, desespero, luta!
Você não consegue, você surta!
Esse tal de sofrimento
é um dos mais puros sentimentos
Nos faz agarrar, sentir amor
Essa vida sofrida
Ah! é tão bonita
O aprendizado, o sabor do sofrimento
A inquietação do peito doendo
Os problemas todos da vida
A sensação de não haver saída
O estômago embrulhado
O coração apertado
A confusão dos pensamentos
A difusão dos sentimentos
Ah, que belo sentimento
Esse tal de sofrimento.
Efeito três
Chego tonta e paranoica, fecho a porta com leveza, é a noite mais fria do ano. Ligo a luz para ver, sinto fome, sinto um certo medo, sinto-me liberta... tudo na mesma sensação.
A casa está escura, existe uma sutil desordem, porém está calma, sem agito. Alertaram-me: "ela não deixa cheiro", mas a garganta ficou um pouco seca.
Dei boa noite, distribuí beijos de cumprimentos e nenhuma percepção...Ufa! O receio foi inevitável, talvez um pouco de culpa por sempre levar uma vida tão certinha e refletindo agora penso: QUE PORRA DE VIDA CERTINHA QUE TENHO! Necessito errar.
As luzes não apareceram, a brisa não foi verde, foi leve. Não vi ninguém estranho, não falei abobrinhas, não sai sem rumo. Meu cabelo ainda tem o cheiro do condicionador, meu paladar refrescou-se com a bala halls. Não foi nada extremo, nada de anormal.
Eu sei lá qual é minha opinião disso tudo, escrevi esse texto e minha curiosidade está morta. Sinto sono, vou dormir.
A casa está escura, existe uma sutil desordem, porém está calma, sem agito. Alertaram-me: "ela não deixa cheiro", mas a garganta ficou um pouco seca.
Dei boa noite, distribuí beijos de cumprimentos e nenhuma percepção...Ufa! O receio foi inevitável, talvez um pouco de culpa por sempre levar uma vida tão certinha e refletindo agora penso: QUE PORRA DE VIDA CERTINHA QUE TENHO! Necessito errar.
As luzes não apareceram, a brisa não foi verde, foi leve. Não vi ninguém estranho, não falei abobrinhas, não sai sem rumo. Meu cabelo ainda tem o cheiro do condicionador, meu paladar refrescou-se com a bala halls. Não foi nada extremo, nada de anormal.
Eu sei lá qual é minha opinião disso tudo, escrevi esse texto e minha curiosidade está morta. Sinto sono, vou dormir.
Assinar:
Postagens (Atom)