Lá vem aquela sensação de novo, aquela que sai do fundo de meu âmago e vai para o estômago, me fazendo agonizar, até senti-lá subir pela garganta.
Tão familiar quanto o ontem e tão desconhecido quanto o amanhã. Anseio pelo acaso e anseio pelo descaso da mesmice que me persegue.
A rotina contínua me faz seguir costumes e andar numa linha reta e meus dias estão infectados com essa maldita rotina, andar sem rota traçada, tem lá a sua graça.
Meus dias parecem um filme manjado e previsível e eu sou obrigada a assisti-lo e fingir que gosto dele, mas não.
Isso tudo me tira a sensibilidade de enriquecer essas minhas escritas, embora eu sinta aquele sentimento que faz meu peito ficar inquieto, minhas mãos formigarem e minha cabeça pegar fogo no final, só a exaustão do meu corpo me resta como pauta.
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