1 de novembro de 2010

Invencível Insônia

Insônia quando chega, tem o poder de eletrificar meu corpo, manter meus olhos abertos e meu cérebro paranóico.
Faço tudo, tudo e um pouco mais e não me sinto cansada, não naquele momento.
Eu deito, me reviro, bagunço a cama... é uma inquietação incontrolável. Não sei bem o que fazer, me desespero as vezes e crio paranóias; Me sinto sozinha e me sinto bem, me sinto bem, mas sinto que há algo faltando.
Preencho a falta de sono com ocupações desesperadas: Arrumo as gavetas, ouço músicas antigas, incomodo os vizinhos com o som de água, enquanto lavo a louça. Danço intensamente sozinha, crio um momento fantasiado, pra esquecer o momento real.
Exploro a geladeira, procuro meu sono pelo estômago, num fajuto copo de leite. Ligo a TV e passo pelas extremidades da programação da madrugada, termino por escolher os desenhos antigos de terror, raridades da TV fechada.
Meus olhos se sentem cansados, mas não se deixam vencer. Eu não durmo.
O dia parece ser sem-graça e o sol me parece que veio exclusivamente para secar as roupas do varal, quando chega a noite, meu corpo e mente despertam, um biótipo vampiresco.
Cafeína me parece um doce veneno, as vezes penso que conseguir dormir apenas às seis horas da manhã, junto ao barulho das pessoas acordando para trabalhar não é lá uma rotina saudável, terminar meu dia, quando o resto do mundo lá fora está começando o seu.
É assim desregulada que consigo funcionar.