Apesar de viver em um desconchavo ambulante, sou estranhamente comum. Percebo as pessoas vivendo e esquecendo-se da vida em si. E desse paradigma de sub-vida eu tento escapar arriscando-me a viver aos extremos desse paradoxo.
Tenho tantas vontades à serem realizadas,tenho experiências à serem descobertas,e o medo do disperdicio de vida me arranca dessa repressão.
Quero me aventurar a sofrer de amor, quero beijar todos garotos bonitos, quero experimentar as comidas mais exóticas, e todos os sabores de sorvete; Quero conhecer a Califórnia, quero chorar ao lembrar, quero correr para alcançar, ter poucos grandes amigos verdadeiros, muitos amores e muitas histórias. Desfrutar de uma juventude histérica, seguir os caminhos mais distantes, abrir os braços em meio a ventanias, gritar alto no barulho mais infernal.
Explorar a extremidade dos sentimentos juvenis e saber que a vida é para vive-la afinal, entre discordâncias e concordâncias. Na beleza deste paradoxo coloco-me nesse meio, percebendo que o tempo é injusto e curto.Fico velha, e mais velha...há todo tempo, mas nunca haverá um momento sequer no qual me arrependerei da vida que levei.
E nisso persistirei até chegar a hora do ciclo ingrato da vida, a morte.
25 de agosto de 2010
14 de agosto de 2010
Carta pra todo mundo
São Paulo, sexta-feira 13 de agosto de 2010.
Estimula-se que o mundo está para acabar, e a culpa é nossa, mau-tratando tudo, devastando e matando sem pudor, crentes na salvação de Deus.
De forma corriqueira as notícias borbulham; Anunciou-se o fim da Guerra do Iraque, anunciaram cura para doenças, mas as pessoas ainda morrem sem explicação.
O Planeta parece girar em velocidade acelerada, quando me deparo com a quantidade de tempo que já passou e o estiro que minha vida teve. O planeta de fato, corre. E deste, predestinam o fim. Temo! Temo em não dar tempo de aquecer-me mais com seu conhecimento, e temo mais em não dar tempo das pessoas se aquecerem com seu conhecimento e não se conscientizarem que os problemas nasceram de nossas mãos, mas as resoluções também podem nascer delas. Por isso quando paro para pensar o quão de coisas boas existem e são desconhecidas, pois estamos ocupados com o que não presta eu perco a fé, em mim mesma e na sociedade por nossa falta de atitude do bem.
Devemos entender que a falta de perspectiva das notícias, a desgraça da arrogância, a falta de humanidade e outras atitudes que teimamos em ter, são atalhos para esse prematuro fim. Um apelo aqui é feito: Paramos com isso, e ajamos por fim como seres de coração, alma, carne e osso, ajamos como seres humanos, e vivamos intensamente, aos extremos! Mas sempre zelando pela vida, num contexto social.
Estimula-se que o mundo está para acabar, e a culpa é nossa, mau-tratando tudo, devastando e matando sem pudor, crentes na salvação de Deus.
De forma corriqueira as notícias borbulham; Anunciou-se o fim da Guerra do Iraque, anunciaram cura para doenças, mas as pessoas ainda morrem sem explicação.
O Planeta parece girar em velocidade acelerada, quando me deparo com a quantidade de tempo que já passou e o estiro que minha vida teve. O planeta de fato, corre. E deste, predestinam o fim. Temo! Temo em não dar tempo de aquecer-me mais com seu conhecimento, e temo mais em não dar tempo das pessoas se aquecerem com seu conhecimento e não se conscientizarem que os problemas nasceram de nossas mãos, mas as resoluções também podem nascer delas. Por isso quando paro para pensar o quão de coisas boas existem e são desconhecidas, pois estamos ocupados com o que não presta eu perco a fé, em mim mesma e na sociedade por nossa falta de atitude do bem.
Devemos entender que a falta de perspectiva das notícias, a desgraça da arrogância, a falta de humanidade e outras atitudes que teimamos em ter, são atalhos para esse prematuro fim. Um apelo aqui é feito: Paramos com isso, e ajamos por fim como seres de coração, alma, carne e osso, ajamos como seres humanos, e vivamos intensamente, aos extremos! Mas sempre zelando pela vida, num contexto social.
13 de agosto de 2010
Amor, demasiado amor
Nunca haveria de saber
Que uma troca de olhares do acaso
Jogaria meu ser ao descaso de sua atenção,
E malvado seria o futuro de desilusões
Que confiante, me esperava
Nunca haveria de saber
Que sua beleza sucinta
Seria o embrião dessa dor,
Que me arrasaria sem hesitar
Minha forma histrónica de te gostar
Caía sempre ao chão
Quando via as trocas de chiclete
E carícias sem amor com uma qualquer
Desmerecedora desses momentos
Esquecer-te foi uma opção racional
Que me surgiu no meio dessa cegueira de sentimentos,
A distância (que você teimava em manter)
E o tempo de sofrimento solitário
Foram aliados que fielmente me perseguiram
Até você escorrer e sumir do meu coração
Demasiado foi meu amor
Demasiado foi sua ingratidão
Demasiado foi o nascimento da minha dor
E demasiado foi minha tolice
Que hoje relembro nas escritas
De cartas que nunca foram enviadas
Relembro também, de minha covardia hesitante
Que o tempo amarelou junto de meu amor.
Que uma troca de olhares do acaso
Jogaria meu ser ao descaso de sua atenção,
E malvado seria o futuro de desilusões
Que confiante, me esperava
Nunca haveria de saber
Que sua beleza sucinta
Seria o embrião dessa dor,
Que me arrasaria sem hesitar
Minha forma histrónica de te gostar
Caía sempre ao chão
Quando via as trocas de chiclete
E carícias sem amor com uma qualquer
Desmerecedora desses momentos
Esquecer-te foi uma opção racional
Que me surgiu no meio dessa cegueira de sentimentos,
A distância (que você teimava em manter)
E o tempo de sofrimento solitário
Foram aliados que fielmente me perseguiram
Até você escorrer e sumir do meu coração
Demasiado foi meu amor
Demasiado foi sua ingratidão
Demasiado foi o nascimento da minha dor
E demasiado foi minha tolice
Que hoje relembro nas escritas
De cartas que nunca foram enviadas
Relembro também, de minha covardia hesitante
Que o tempo amarelou junto de meu amor.
8 de agosto de 2010
Te levo embora
Tropeçando e caindo
Se decepcionando e saindo
Me guio pela sorte
Te espero dar o bote,
Enquanto te levo pra casa.
Perdendo-se nesse mundo gelado
Eu vejo seu rosto preocupado,
Com medo de dar tudo errado.
Uma paranóia que se tranca em sua mente
E que confunde tudo que você sente
Te aqueço, te conforto, enquanto te levo pra casa.
Tranque as portas após eu partir
Deixe o corpo leve antes de cair
Gosto do clima que se cria de um jeito original
Te levarei para casa até o final,
Temo o seu jeito desprotegido de ser
Mesmo estando ao seu dispor, eu não sei o quanto posso te ter
Você não vai sozinho, não vá agora!
Sempre, te levarei embora.
Se decepcionando e saindo
Me guio pela sorte
Te espero dar o bote,
Enquanto te levo pra casa.
Perdendo-se nesse mundo gelado
Eu vejo seu rosto preocupado,
Com medo de dar tudo errado.
Uma paranóia que se tranca em sua mente
E que confunde tudo que você sente
Te aqueço, te conforto, enquanto te levo pra casa.
Tranque as portas após eu partir
Deixe o corpo leve antes de cair
Gosto do clima que se cria de um jeito original
Te levarei para casa até o final,
Temo o seu jeito desprotegido de ser
Mesmo estando ao seu dispor, eu não sei o quanto posso te ter
Você não vai sozinho, não vá agora!
Sempre, te levarei embora.
7 de agosto de 2010
O despertar
Saio de casa e não volto,
Ando pelas ruas mais estranhas,
Acompanho-me pelo céu cinzento,
Corro tão rápido e sinto o vento de liberdade,
Atingir-me como uma arma letal.
E as batidas do meu coração
Acontecem sem arrependimentos, sem me fazer olhar para trás.
Sinto falta de conforto, sinto frio e as vezes sinto medo.
Mas tudo isso vai embora
Ao deparar-me com a realidade
De saber que estou indo aonde quero.
Por umas horas ando devagar e com as mãos no bolso
E outras corro como se o atraso me perseguisse
As vezes penso no que seria
As vezes penso no que está sendo,
Penso na sua arrogância e insistência de ser o melhor
E sinto-me grata em não ser você.
A realidade que me foi proposta
Ainda é um ponto fraco e que será construído da forma mais planejada,
A pressa nunca foi eficaz.
Então o agora que vivo é satisfatório
Sem promessas, sem compromisso e sem exigências
Desperto de um sonho juvenil desenfreado que me espremia.
A liberdade que sinto é saber principalmente
Que hoje, vivo acordada.
Ando pelas ruas mais estranhas,
Acompanho-me pelo céu cinzento,
Corro tão rápido e sinto o vento de liberdade,
Atingir-me como uma arma letal.
E as batidas do meu coração
Acontecem sem arrependimentos, sem me fazer olhar para trás.
Sinto falta de conforto, sinto frio e as vezes sinto medo.
Mas tudo isso vai embora
Ao deparar-me com a realidade
De saber que estou indo aonde quero.
Por umas horas ando devagar e com as mãos no bolso
E outras corro como se o atraso me perseguisse
As vezes penso no que seria
As vezes penso no que está sendo,
Penso na sua arrogância e insistência de ser o melhor
E sinto-me grata em não ser você.
A realidade que me foi proposta
Ainda é um ponto fraco e que será construído da forma mais planejada,
A pressa nunca foi eficaz.
Então o agora que vivo é satisfatório
Sem promessas, sem compromisso e sem exigências
Desperto de um sonho juvenil desenfreado que me espremia.
A liberdade que sinto é saber principalmente
Que hoje, vivo acordada.
1 de agosto de 2010
Eu não consigo ser piegas o tempo inteiro
Em uma auto-avaliação pelas minhas antigas e até recentes escritas, percebi o quão piegas eu tendo ser, até mais do que sou no dia-a-dia.
É legal... é bem legal dar aquela exagerada no sentimentalismo do texto, mesmo que a situação relatada não tenha sido das piores, e aquele jeitinho piegas de ser trás a impressão que é muito desejada de causar, que é de pensar que o escritor em questão é um cara, ou garota cult.
Mas entrando na vida real, no cotidiano... Somos tão deprê assim? Se você é, desculpa... Mas se você é daqueles que mesmo com toda a carga de diversos problemas conseguem ainda sentir-se feliz com algo, queridos, fazem muito bem.
Wander, o genial, ressaltou..."eu não consigo ser alegre o tempo inteiro" e concordo plenamente, não sou mesmo, eu choro de raiva, eu odeio tudo as vezes, eu tenho mau-humor, eu me sinto sensível, eu me entristeço, eu choro. Porém, qual é a graça de ficar assim o tempo inteiro também? Há momentos que pedem para não ser levados com seriedade, porque é aquela história... caímos agora e doeu agora, mas no dia seguinte rimos da queda. E é como deve ser para nós, adolescentes, reis da dramatização com tudo.
Onde acham que está a graça das lembranças quando nos tornamos adultos enfim? Quando lembramos das roupas, dos penteados... das péssimas músicas... putz, acho que já tenho do que rir, mesmo sendo adolescente ainda hahaha.
Temos a velha mania, de não saber tratar e aproveitar o lado cômico disso tudo, temos sempre a mania de odiar tudo, e esquecer de ver, de sentir além do agora, de imaginar o depois e o que estamos perdendo por estarmos ocupados em um mundinho fechado com revoltas bobinhas. Rir um pouco faz bem pra saúde, afinal.
Minha vida é uma desventura constante, sou a típica looser, espremida em meio ao caos dessa desgraça de fase que temos de passar, não pensem que por causa deste texto de auto-reflexão que sou diferente dos demais. Mas posso dizer em uma observação amadurecida que ser piegas o tempo inteiro cansa, por vezes é legal, mas o tempo inteiro não.
No fim das contas, as desventuras trágicas dos adolescentes tornam-se cômicas e como já dito, rir um pouco faz bem.
É legal... é bem legal dar aquela exagerada no sentimentalismo do texto, mesmo que a situação relatada não tenha sido das piores, e aquele jeitinho piegas de ser trás a impressão que é muito desejada de causar, que é de pensar que o escritor em questão é um cara, ou garota cult.
Mas entrando na vida real, no cotidiano... Somos tão deprê assim? Se você é, desculpa... Mas se você é daqueles que mesmo com toda a carga de diversos problemas conseguem ainda sentir-se feliz com algo, queridos, fazem muito bem.
Wander, o genial, ressaltou..."eu não consigo ser alegre o tempo inteiro" e concordo plenamente, não sou mesmo, eu choro de raiva, eu odeio tudo as vezes, eu tenho mau-humor, eu me sinto sensível, eu me entristeço, eu choro. Porém, qual é a graça de ficar assim o tempo inteiro também? Há momentos que pedem para não ser levados com seriedade, porque é aquela história... caímos agora e doeu agora, mas no dia seguinte rimos da queda. E é como deve ser para nós, adolescentes, reis da dramatização com tudo.
Onde acham que está a graça das lembranças quando nos tornamos adultos enfim? Quando lembramos das roupas, dos penteados... das péssimas músicas... putz, acho que já tenho do que rir, mesmo sendo adolescente ainda hahaha.
Temos a velha mania, de não saber tratar e aproveitar o lado cômico disso tudo, temos sempre a mania de odiar tudo, e esquecer de ver, de sentir além do agora, de imaginar o depois e o que estamos perdendo por estarmos ocupados em um mundinho fechado com revoltas bobinhas. Rir um pouco faz bem pra saúde, afinal.
Minha vida é uma desventura constante, sou a típica looser, espremida em meio ao caos dessa desgraça de fase que temos de passar, não pensem que por causa deste texto de auto-reflexão que sou diferente dos demais. Mas posso dizer em uma observação amadurecida que ser piegas o tempo inteiro cansa, por vezes é legal, mas o tempo inteiro não.
No fim das contas, as desventuras trágicas dos adolescentes tornam-se cômicas e como já dito, rir um pouco faz bem.
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