23 de outubro de 2010

Entre um café e outro

Entre um café e outro
Repasso minha vida em pensamentos.
Entre um café e outro
Canso-me da obrigatória agitação adolescente
Entre um café e outro
Apenas músicas me fazem sorrir
Entre um café e outro
Leio, leio e leio
Entre um café e outro
Descanso, repouso, paro!
Entre um café e outro
Desfruto de escolhas minhas

Entre um café e outro
Descubro o que agrada meu paladar
Entre um café e outro
Minha boca fica amarga
Entre um café e outro
Peço outra dose.


Off.

Sinto imensa vontade de Fugir! Ou apenas viajar por um bom tempo. Fato é que quero, desejo, anseio desesperadamente parar minha vida!
Pausaria tudo! Pausaria o trabalho, pausaria a casa, as vezes quero pausar até meus amados familiares e meus amados amigos, e claro, meus amados. Pausaria todo meu ciclo social e recomeçaria. Preciso de pessoas novas!
Sinto tamanha vontade desesperada de parar com tudo, e dar um belo de um chute nessa realidade que estou.
Outros lugares, outras pessoas, Correria sem rumo com um sorriso no rosto e voltaria a estaca zero com prazer.
Gozaria de um momento em off, respirando aliviada e feliz com o status de fugitiva da própia vida.

Vírus

Você era tipo um vírus de computador
Não ia embora, me causava dor
De tudo eu tentava
Eu te excluía, mas você voltava
E quanto mais ficava, mais me danificava.
Quando eu pensava em desistir
Encontrei o anti-vírus perfeito que fez você sair
Finalmente consegui te excluir
E agora acabou, você saiu e feliz eu fiquei
Te apaguei, te deletei.







17 de outubro de 2010

No escuro

Minha ignorância calculada
Me serve de escudo da realidade
Um privilégio que insisto em manter
Por teimosia capricorniana.
Ignorância privilegiada,
Como se eu corresse no escuro
Fugindo da obscuridade como uma cega.

No escuro estou e ficarei
Com uma ideia fajuta de proteção
Não quero olhar, não quero me magoar
Existe tanta falsidade, que optei por fechar os olhos
E no escuro sigo, me protegendo cegamente
Esperando uma realidade clara e verdadeira.