Os lembretes da geladeira tentam reanimar minha memória
Mas é em vão, estou presa em ações oscilatórias
Amanheço desprezando a vontade de acordar
Vejo a rua pela janela, mas não consigo me animar.
Posso rir em tom de ironia, até minha voz ter afonia
Mas não evito uma rotina em assincronia
Acho que não faço o tipo que curte diacronia
Admito que as vezes gostaria de ter uma companhia.
Frustração não é bem o sentimento
Embora as vezes tenha sentido
Viver sempre deixando para amanhã pode não ser saudável
É atitude de perdedor, não devia ser aceitável.
Quando minha fé está quase por se esgotar
Fecho os olhos e me ponho a rezar
Os lembretes da geladeira só tentam me ajudar
Pequenos papéis não vão me fazer mudar
Eu posso rir com muita ironia
Até sentir descer na minha garganta afonia
Deveria corrigir essa assincronia
Nada de lembretes, meu caso é terapia.
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