Meu bem, cansei desse tipo de coisa, desses poeminhas juvenis redundantes sem rimas e cafonas, igual aquelas piadas sem graça que adivinhamos o final sem ao menos terminarem. Mas preciso te dizer em definitivo, pra te convencer, pra me convencer, pra que você saiba e eu também. Você não merece e não vai ter mais nada vindo de mim.
Você não merecia meu amor, minha dedicação; Não merecia meu sorriso de compreensão, não merecia meu desprovido senso de humor. Não merecia meu cabelo estratégicamente bagunçado, minha blusa xadrez e meu jeans surrado, que você dizia me cair super bem, não os visto mais pra você. E minha fragilidade sentimental em fase de TPM, que você fingia se importar... esquece ela.
Você não vai ter nem sentimentos póstumos, nem ao menos meu descaso, nem ao menos meu ódio, formas negativas e não admitidas de atenção.
Vou e venho todos os dias sozinha desde então, observando o céu azul com suas nuvens lilás de fim de tarde, vendo o quão é lindo e intocável e sabe de uma coisa? Me sinto como o céu agora, intocável, pois supero tudo com a maior facilidade, acho que eu que não gostei de você, e por ter sido tudo tão fácil e por me sentir tão bem, no fundo meu amor próprio foi o que permaneceu. Não era pra ser e me convenci rápido disso.
Querido, tudo esclarecido, tudo certo. Zero, nothing, nadinha de nada é o que você vai ter, e esse será o último texto. Au revoir ventouse.