19 de dezembro de 2012

Dias Loucos


Os dias estão cada vez mais loucos
Eu sento e observo essa loucura toda
Um café pra acompanhar, uma música de fundo
Vejo o quanto é bonito e o quanto é estranho isso tudo
Divido-me em pedaços
Desdobro-me e me renovo
Quero isso todos os dias
Ver seus olhos brilhando
Enquanto me observa dançando
Eu quero isso todos os dias
As luzes da noite
As luzes do dia
Esses dias loucos
Foram tão poucos, ainda
Eu sento e lembro da sua voz
Uma música de fundo, o café no paladar
E eu fico lembrando
Dos seus olhos brilhando
Desejando que esses dias loucos nunca terminem.



Febre.

Sentia calafrios, meu corpo queimava
Falava coisas que meu cérebro cavava
Minha cabeça falhava
Minha cabeça girava
Minha mente embaralhava
Meu coração acelerava
Meu delirio era certo
Meu corpo precisava ser coberto
Sentia fraqueza
Sentia dor
Subia-me frio
Subia-me calor
Minha boca tremia
Nada ali, eu entendia
Meus braços estavam cansados
Meus olhos já estavam quase fechados
Queria me deitar
Precisava me amparar
A temperatura aumentou
E meu copo em chamas, desmaiou.

30 de maio de 2012

Confusão

Já estava soando familiar sentir você longe
 Eu me sentia aliviada mas o vazio também foi inevitável
 Eu fugia das minhas vontades, fugia de você
 Eu desviava o caminho, eu dei muitas voltas
 E quando consegui ficar longe e me reorganizar... 
Você voltou. 
Você voltou, desordenou a sintonia do meu coração com a minha cabeça 
Você voltou, você bagunçou tudo de novo
 E eu me perdi de novo e você de novo, escapou de mim. 
Sempre me contrariando, quando pensei que não, você disse sim 
E quando eu penso que sim, você mostra que não.
 Nossos passos sempre se desencontraram 
Concordarei com o que o destino propor 
Com você, sem você 
Longe ou perto, seguindo em frente. 
Já não sei de mais nada
 Voltei para o velho estado, confusão.

12 de março de 2012

Enquanto dançava Joy Division.

Apesar de tudo, o amor ainda está na moda. Lembrei desta frase que li em um livro enquanto me misturava com as luzes no meio da pista de dança, tocava uma música do Joy Division.
Eu, com uma pura falta de modéstia tomava o meio da pista a cada verso que meus ouvidos recordavam, as pessoas ao redor começavam a me observar: Ou dançava bem, ou estava extremamente ridícula. Não importa. O que importa é que na pista de dança liberto meu corpo, esqueço o que tem lá fora.
Entre um berro e outro do Ian, os problemas da vida me atormentavam. Pensava nos problemas, cantava com os gritos e dançava na confusão. Vejo o quanto isso é terrivelmente bonito, apesar de sentir que estou muitíssimo ferrada, sinto que consigo resolver.
Estou na pista sob luzes e fumaças e posso gritar o quanto quiser e ninguém me ouve, preencho os espaços vazios com passos involuntários,é isso que importa nessa hora. Sempre reclamo de ter problemas, mas nunca me gabo de resolve-los, dançar no meio
deles, não vai resolver nada, eu sei. Mas sinto um poder imenso quando faço isso, ter vontade de resolver é o que basta.
Tudo vem, tudo passa. Cintura alta, girias, programas de TV. Fica tudo ultrapassado e sentimos sede de renovação, daí cria-se o novo. Mas o amor vai estar sempre na moda, nunca fica ultrapassado, sempre se renova.
Pensava nisso tudo, enquanto perdia o controle dançando Joy Division.

6 de março de 2012

Reflexões de TPM

Mais uma vez seu 'boa noite' para mim, foi dizer que ando gastando de mais. Apenas lhe encaro, deixando meus olhos de frente com os seus e me calo. Minha cabeça borbulha com possíveis respostas. Me deito por fim, com duas certezas: Se dinheiro não trás felicidade, então sinto algo muito parecido quando eu o gasto; Entre a vontade e a satisfação, sempre optarei pela satisfação, mesmo que para senti-la terei de confrontar o que aparenta ser certo.
As vezes penso que se resumíssemos a vida, iriamos achar muita tristeza. Nascemos, vivemos uma fase de despreocupação e descobertas inocentes, avançamos e conhecemos a loucura da juventude, temos descobertas nada inocentes e depois conhecemos alguém que nos faz sentir completos como se resolvêssemos um quebra cabeças gigante, dai construímos algo, damos vida à pessoas e perde-se outras; Até chegar a sua hora de se perder e sua vida se tornará lembranças de outras pessoas. Boa parte dos nossos bons momentos, serão apenas boas lembranças em nossos futuros compromissados com a responsabilidade da vida adulta e tão nostálgicas serão estas lembranças que vão nos fazer perceber o quanto nossa vida era boa. Pensar que cada dia tudo se complica, tudo se torna mais e mais difícil e a cada dia parece uma volta na montanha russa é compreender que trabalhar para ter uma vida boa e digna é trabalhar para ser uma boa história a ser contada, que no fim tudo se perde mesmo, e se você é rico ou pobre, não importa, estamos todos predestinados para o mesmo fim.
A vida é uma coisa ingrata: Nos faz ter e depois perder; nos faz agarrar e depois querer soltar nos faz amar e depois odiar, nos faz gozar e depois chorar. Vivemos e depois morremos, o fim é certo.
O que eu quis dizer com toda essa baboseira é que, embora perceba as vezes o quanto meus gastos parecem inúteis, o quanto o exagero me cabe, o quanto loucuras me parecem normais e o quanto o errado me parece certo, nada substitui sentir satisfação. A satisfação não dá nem para ser relembrada em nostalgia, a satisfação acompanha qualquer sentimento, a satisfação é a graça de viver, é motivação de encarar a vida como vida, mesmo sabendo que se tornará história, mesmo sabendo que dia pós dia andamos de encontro a morte.

15 de fevereiro de 2012

Adorável Pessimismo

Eu já não ligo se der errado, eu já não ligo em tornar esperança em pessimismo, pelo menos vai ser real.Eu quero continuar andando nesta linha, quero continuar sem destino, esse negócio de destino é a coisa mais cretina que existe. Te engana, te faz criar expectativas e depois te derruba, fazendo você se sentir o mais idiota entre os idiotas.
O pessimismo é um sentimento injustiçado, afinal, ele abre nossos olhos, nos faz andar em um chão seguro
e sempre nos prepara para o pior e isso faz com que você tenha a vida nas suas próprias mãos.
Sentir felicidade é bom sim, eu não nego, mas é passageiro, cria promessas, trás lágrimas acompanhadas por um sorriso e depois te faz tropeçar de novo. Esses sentimentos têm vontade própria. Vem quando quer, sem ligar se queremos ou precisamos deles, simplesmente somem, nos largando na fila de espera. Mas com o pessimismo sempre temos vez. Ele nos dá ouvidos, nos acompanha sempre está presente a cada fim de fantasia aguardando fielmente, por nossos pensamentos e eu prefiro andar por um chão seguro, acompanhada fielmente, por algo que sempre sabemos que estará lá.

13 de fevereiro de 2012

Falta-me sono

Eu já não me importo com a insônia, mesmo que seja um sinal de falta de saúde, não me importo com as olheiras que contornam meus olhos, o sono não vem me chamar, me ignora enquanto chamo por ele na cama, nem que eu implore.
Sono, na verdade, faz tempo que não tenho quando se tem uma rotina corrida e cheia,lhe falta tempo até para escovar os cabelos.
Eu diminuí a cafeína. Eu diminui a adrenalina. Tentei fazer exercícios, mas ainda estou indo me de olhos abertos. As vezes o sinto chegar quando estou no ônibus, esvaziando minha cabeça dos pensamentos, acompanhando o sol se deitar e dar lugar a lua. O caminho é longo e durante este tempo marco hora com esse tal de sono, mas sempre chego em casa sozinha. Ele por sua vez, quer vir nas horas mais inoportunas me pegando desprevenida.
Sono, na verdade, só chega até mim quando vem acompanhado de cansaço.
Sono, só me vem quando meu corpo não tem outra opção a não ser despencar. São 4:01 e eu ainda não despenquei.

12 de fevereiro de 2012

A percepção

Ei, eu estou aqui pra dizer que você estava certo quando me disse que você não era a pessoa certa pra mim. O que dói, na verdade, não é o coração partido, afinal você não o aceitou, e mesmo o sentindo sempre em pedaços, quando te olho eu sempre ofereço os cacos dele pra você e você o rejeita sem cerimônias. Eu não vou fazer mais isso. Eu vou tentar parar. Eu não sei o que vou fazer, eu me sinto perdida.
O meu problema nisso tudo, foi a esperança que depositei, mesmo você tentando me fazer enxergar desesperança, eu ainda preferia seguir cega de vontades, sempre quis acreditar que a sua honestidade negativa era falsa, mas no final sempre fui dormir sozinha com essa verdade doída demais pra acreditar.
Essa percepção torna os meus pensamentos pessimistas e auto destrutivos. Talvez eu teime por umas semanas em desacreditar no amor, talvez eu fique parada no espelho por alguns minutos tentando encontrar defeitos físicos, possiveis causadores da minha pura falta de chance com você; Talvez eu coma algumas besteiras por essas semanas em que eu desacreditarei no amor, que me farão engordar e ter um problema anatômico real. Talvez eu ouça músicas dos anos 90 que falam sobre corações partidos.
Eu realmente não tenho certeza das minhas futuras reações, eu só sei que no momento eu me sinto a maior idiota do mundo, por insistir em acreditar em um sentimento que não era compartilhado e que no fundo eu sabia que ia ser solitário o fim disso tudo, mas eu esperava por uma surpresa do destino, juro que esperava... Acho que surpresa que se torna esperada já não é mais surpresa, então, como esperava de uma forma supreendente ficar com você, o que obviamente não rolou, a surpresa foi a solidão de sempre, aquela velha companheira que está sempre comigo a cada fim de ilusão, aquela que me mostra que surpresa mesmo é a desilusão que nunca fantasio ou ao menos cogito quando estou dançando nas nuvens da ingrata ilusão, que alimentei com amor, como se alimenta um filho ou qualquer coisa que prezamos.
Surpresa mesmo, foi eu parar de me questionar qual dos meus defeitos que fizeram você nunca me querer e perceber que querer ficar com você era só uma ideia boba que meu coração fez meu cérebro acreditar. Surpresa foi o som do cair da ficha, quando eu percebi que eu estava nessa sozinha e sempre estive; Surpresa, você sente em gostar de alguém que faz seu coração palpitar e queimar, parecendo que vai explodir a cada olhar e saber que aquele sentimento só atormenta o seu peito e o de mais ninguém. Foi surpreso e foi demorado, mas eu percebi.