Chegou o natal. O clima na casa é outro, a árvore de natal está iluminada, parentes distantes estão prestes a chegar para passar essa noite aqui, sabores diversos cruzam-se na mesa aguçando meu paladar.
Embora meu espírito natalino vem se desanimando com o passar dos anos, senti que aquele natal era diferente; senti aquela empolgação infantil, aquele sentimento inexplicável de quando amanhece o dia 24, não sei o que era.
Esse natal foi simplório. Não houve amigo secreto, não teve nenhum tio vestido de papai noel alimentando a inocência das crianças, não teve pessoas desconhecidas, apenas a família reunida, sem esperar presentes ou qualquer coisa que o capitalismo oferece. Talvez essa seja a explicação daquele sentimento, a família reunida, esquecendo as diferenças, rindo, talvez chorando, relembrando o passado e compartilhando seus planos para o futuro.
Consegui entender o que os filmes natalinos tentam explicar: O natal é mais que presentes, que dinheiro, o natal é uma data única que temos para desfrutar a união familiar, mesmo que seja passageira.
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