Andei por observar a molecada de hoje, e posso afirmar que de novo, moderno, tem muito pouco. Cabelos malucos, óculos com lentes enormes, calças super apertadas e coloridas com a boca para dentro do tênis de cano alto, que por sinal é todo colorido também. Até a cintura alta voltou!
Isso é bem familiar, está tudo muito semelhante aos anos 80. Eu os desafio a pegar uma foto do A Flock Of Seagulls (aquela tocava " I Ran") e comparar com uma do Restart, vão ver que não vai ter muitas diferenças. Apenas a musicalidade do Restart, deixa a desejar e muito para a de bandas oitentistas como o A Flock Of Seagulls (sim, eu gosto) esse talvez, seja o grande diferencial.
Nos anos 80 tinha aquele instrumento que era uma junção de guitarra e teclado que o Depache Mode, New Order, o próprio A Flock Of Seagulls, e porque não o RPM de Paulo Ricardo que fez muito sucesso, usavam este instrumento em suas apresentações explosivas. A guitarra/teclado anda sumida, porém foi a partir de instrumentos como este e samplers (que eram e são usados pra fazer mixagens)que a música elotrônica teve um estirão nos anos 80, o que foi muito importante para a música atual. Nos anos 80 também surgiu aquela onda de pegar uma melodia de uma música antiga, por umas batidas, uma letra de rap trabalhada e uma mulher cantando um refrão chiclete.
A importância oitentista para os tempos de hoje não para por aí, foi nesta década também que o fantástico mundo do computador começava a ser explorado e a liberdade juvenil ficava mais e mais descarada.
A tecnologia primitiva dos anos 80 para música foi sem dúvida fundamental para os anos seguintes, hoje, com vinte e poucos anos depois a tecnologia é tão gigantesca nesta área, que se uma senhora de setenta anos for remixada consegue voz semelhante a da Hanna Montana. E o descaramento da atual adolescência é mais que evidente, e pode-se dizer que é bom isso, na medida certa, é claro.
Pois bem, descarados, coloridos, mixados e com uma puta falta de sacanagem, é a atualidade juvenil, que com quase trinta anos depois quase que conseguem ressuscitar a década de 80.
23 de junho de 2010
13 de junho de 2010
Oásis
A veleidade de encontrar um oásis me trás no peito uma angústia perturbadora e por mais que o impossível fica mais impossível eu o anseio mais e mais.
Quando a sobrecarga dos problemas se duplicam, quando até os amigos não conseguem mais ser satisfatórios, quando me sinto esgotada com a urbanização, cansada da agitação da cidade eu sinto uma imensa vontade de correr rápido para o mais longe possível, sentir paz e ouvir somente silêncio ou então quero despencar de vez.
Meus neurônios movidos a cafeína agem de forma cansativa, tenho insônia impregnada nos olhos. Minhas semanas são rotinas cretinas e que me saem feito um déjà vu e eu realmente não sinto mais vontade de viver assim .
Me sinto em um mundo tedioso, sem novidades e limitado. Eu queria renová-lo e cuida-lo, sair de perto da desgraça do veneno da falsidade, desse desprazer de ver meus sonhos quebrados, do azar constante. Eu queria dormir, livrar a mente e sentir o corpo leve.
Ah! como sentiria prazer de construir um novo lar e deixar essa sensação de estar perdida em um lugar que eu não pertenço se esvair. Se pudesse reencontrar-me descansada dessa vida sem saúde, se pudesse apagar a falta de cor da minha rotina, tornar falecida minha insônia... eu desabaria da forma mais confortável.
Quando a sobrecarga dos problemas se duplicam, quando até os amigos não conseguem mais ser satisfatórios, quando me sinto esgotada com a urbanização, cansada da agitação da cidade eu sinto uma imensa vontade de correr rápido para o mais longe possível, sentir paz e ouvir somente silêncio ou então quero despencar de vez.
Meus neurônios movidos a cafeína agem de forma cansativa, tenho insônia impregnada nos olhos. Minhas semanas são rotinas cretinas e que me saem feito um déjà vu e eu realmente não sinto mais vontade de viver assim .
Me sinto em um mundo tedioso, sem novidades e limitado. Eu queria renová-lo e cuida-lo, sair de perto da desgraça do veneno da falsidade, desse desprazer de ver meus sonhos quebrados, do azar constante. Eu queria dormir, livrar a mente e sentir o corpo leve.
Ah! como sentiria prazer de construir um novo lar e deixar essa sensação de estar perdida em um lugar que eu não pertenço se esvair. Se pudesse reencontrar-me descansada dessa vida sem saúde, se pudesse apagar a falta de cor da minha rotina, tornar falecida minha insônia... eu desabaria da forma mais confortável.
6 de junho de 2010
Montanha Russa
Quando o medo é uma iniciativa
A adrenalina torna-se efusiva
A sorte instantânea é a diversão dos azarados
O inferno dos sortudos é quando tudo dá errado
O novo trás uma sensação de estarrecer
O novo há de envelhecer.
Enquanto houver a queimação de sentimentos
O envelhecimento vai estar em andamento.
A bipolaridade é só uma estação
O amor é uma infecção
O medo é uma normalidade
A morte vem com a idade
As voltas e altos e baixos que somos obrigados a ter
Tem como função de nos fazer aprender,
A vida no geral é um aprendizado constante
E não importa o quanto somos meliantes
Nunca é o bastante
Temos que viver, temos que questionar
Temos que aprender, temos que errar
Temos que cada minuto aproveitar
Essa é a vivência que temos que levar.
A adrenalina torna-se efusiva
A sorte instantânea é a diversão dos azarados
O inferno dos sortudos é quando tudo dá errado
O novo trás uma sensação de estarrecer
O novo há de envelhecer.
Enquanto houver a queimação de sentimentos
O envelhecimento vai estar em andamento.
A bipolaridade é só uma estação
O amor é uma infecção
O medo é uma normalidade
A morte vem com a idade
As voltas e altos e baixos que somos obrigados a ter
Tem como função de nos fazer aprender,
A vida no geral é um aprendizado constante
E não importa o quanto somos meliantes
Nunca é o bastante
Temos que viver, temos que questionar
Temos que aprender, temos que errar
Temos que cada minuto aproveitar
Essa é a vivência que temos que levar.
4 de junho de 2010
Aquela canção do Chico
Antigamente, quando eu era pequena minha mãe cantava "João e Maria" do Chico Buarque para eu dormir. Hoje sinto-me infinitamente sortuda por isso, pois não haveria música melhor para embalar o sono de uma criança.
Confesso que hoje,algumas vezes quando a ouço e deixo-me mergulhar nas lembranças e na transparente inocência da melodia eu solto algumas lágrimas.
Tenho verdadeira estima por Chico, e por essa música em especial, e se um dia o improvável acontecesse e o encontrasse na rua, minha reação imediata seria agradece-lo por sua arte em geral.
Parece irrelevância, mas quando minha mãe cantava "João e Maria" para mim, não transmitia apenas a simples intenção de cantar uma bela música, mas, transmitiu também cultura da melhor e não só isso, me fez perceber que para alguns artistas música nunca vai passar de letra e melodia, mas para outros a música é um meio de eterniza-los, e um laço que há de ser repassado de geração em geração, pois passam-se os anos e suas letras sempre estarão vivas, e é assim que acontece com Chico Buarque.
Vou fazer o favor de cantar para meus filhos (se eu tiver) ou sobrinhos e não só "João e Maria" mas outras músicas, " a Banda", "Carolina" (que me dá orgulho de ter esse nome) e por que não? "Geni e o Zepelim" Enfim... Chico é eterno, bom gosto dos que ouvem.
Confesso que hoje,algumas vezes quando a ouço e deixo-me mergulhar nas lembranças e na transparente inocência da melodia eu solto algumas lágrimas.
Tenho verdadeira estima por Chico, e por essa música em especial, e se um dia o improvável acontecesse e o encontrasse na rua, minha reação imediata seria agradece-lo por sua arte em geral.
Parece irrelevância, mas quando minha mãe cantava "João e Maria" para mim, não transmitia apenas a simples intenção de cantar uma bela música, mas, transmitiu também cultura da melhor e não só isso, me fez perceber que para alguns artistas música nunca vai passar de letra e melodia, mas para outros a música é um meio de eterniza-los, e um laço que há de ser repassado de geração em geração, pois passam-se os anos e suas letras sempre estarão vivas, e é assim que acontece com Chico Buarque.
Vou fazer o favor de cantar para meus filhos (se eu tiver) ou sobrinhos e não só "João e Maria" mas outras músicas, " a Banda", "Carolina" (que me dá orgulho de ter esse nome) e por que não? "Geni e o Zepelim" Enfim... Chico é eterno, bom gosto dos que ouvem.
Página virada
Foi-se embora a dor
E escorreu rancor.
Não procuro mais você
Apenas busco um porque.
Não, eu não te odeio
Sentir alivio é meu único anseio
Tudo virou passado
Igual a um brilho apagado,
Uma estante empoeirada
Uma página virada
Uma obra acabada.
E escorreu rancor.
Não procuro mais você
Apenas busco um porque.
Não, eu não te odeio
Sentir alivio é meu único anseio
Tudo virou passado
Igual a um brilho apagado,
Uma estante empoeirada
Uma página virada
Uma obra acabada.
2 de junho de 2010
Histriónico
Meu benzinho é sempre tão histriónico
Meu benzinho é sempre tão platônico
Meu benzinho, não é mais um bem meu
Meu benzinho... não existe mais você e eu.
Meu benzinho era um paradigma de calor
Meu pobre benzinho agora exagera no amor
Meu benzinho fugiu do bom senso e enlouqueceu
Meu benzinho... não existe mais você e eu
Seus loucos e enganosos sentimentos
Te fazem voar como o vento
Seus prelúdios de saudades minhas irão acabar
Quando você, meu bem, acordar
Não faz nada bem para o seu coração
Carregar esse histrião
E meu benzinho, eu aqui, te faço um apelo
Para com essa constante dor de cotovelo.
Meu benzinho é sempre tão platônico
Meu benzinho, não é mais um bem meu
Meu benzinho... não existe mais você e eu.
Meu benzinho era um paradigma de calor
Meu pobre benzinho agora exagera no amor
Meu benzinho fugiu do bom senso e enlouqueceu
Meu benzinho... não existe mais você e eu
Seus loucos e enganosos sentimentos
Te fazem voar como o vento
Seus prelúdios de saudades minhas irão acabar
Quando você, meu bem, acordar
Não faz nada bem para o seu coração
Carregar esse histrião
E meu benzinho, eu aqui, te faço um apelo
Para com essa constante dor de cotovelo.
Assinar:
Postagens (Atom)