Chegou o natal. O clima na casa é outro, a árvore de natal está iluminada, parentes distantes estão prestes a chegar para passar essa noite aqui, sabores diversos cruzam-se na mesa aguçando meu paladar.
Embora meu espírito natalino vem se desanimando com o passar dos anos, senti que aquele natal era diferente; senti aquela empolgação infantil, aquele sentimento inexplicável de quando amanhece o dia 24, não sei o que era.
Esse natal foi simplório. Não houve amigo secreto, não teve nenhum tio vestido de papai noel alimentando a inocência das crianças, não teve pessoas desconhecidas, apenas a família reunida, sem esperar presentes ou qualquer coisa que o capitalismo oferece. Talvez essa seja a explicação daquele sentimento, a família reunida, esquecendo as diferenças, rindo, talvez chorando, relembrando o passado e compartilhando seus planos para o futuro.
Consegui entender o que os filmes natalinos tentam explicar: O natal é mais que presentes, que dinheiro, o natal é uma data única que temos para desfrutar a união familiar, mesmo que seja passageira.
25 de dezembro de 2011
23 de outubro de 2011
Felicidade não é apenas uma ideia velha
Estou com receio em relação a este texto, estou enferrujada, não escrevo a um tempo, parece que não sei mais escrever, nem sei como começar, não tenho motivo aparente para esse recesso involuntário, mas ok, vamos tentar, já que aquela insônia inspiradora resolveu me visitar.
Bem, hoje me aproximei um pouco mais da tecnologia e ao invés de preparar o café no bom e velho fogão, esquentei uma água no microondas e... Deu mais trabalho, enfim, o que quero dizer é que, eu ando pensando sobre a vida, eu ando novamente com aquelas crises existências de TPM. De fato, meus pensamentos sobre a vida nesse período tem pitadas de epifania, e desta vez ocorreu-me como a ideia que as pessoas carregam de 'quero ser feliz' é uma ideia ultrapassada e está ficando velha. Não quero dizer que a ideia de felicidade em si seja velha, o que digo é que a busca da felicidade é uma atitude velha.
Penso nisso, pois consigo captar felicidade em momentos pequenos e em termos capitalistas, nem tenho uma vida repleta de riquezas, um exemplo: Eu não tenho cama. Explicarei, tenho dois irmãos, um mais velho e outro mais novo... Delicia de vida hein? (sem ironia) acontece que somos agitados, somos muito agitados e inspirados pelos malditos desenhos japoneses que eles dois são fãs, destruímos as camas aos poucos e num ato de castigo minha mãe negou-se a comprar camas novas, mas teve pena e comprou bons colchões... eis que dormimos todos os três em um quarto enorme, com tudo que precisamos, incluindo nossos colchões e sabe o que percebi? Cara, eu sou feliz e nem tenho cama e quer saber? Eu adoro! Os momentos com meus irmãos foram repletos de felicidade, de felicidade simplória, a felicidade mais pura que existe.
O que irrita na verdade não é o fato das pessoas buscarem a felicidade, e sim a buscarem como se ela não existisse, é muito bonito ver as pessoas construírem suas vidas pensando sempre em um amanhã melhor mas irrita saber que muitas vezes não percebemos, não valorizamos as coisas pequenas, puras e felizes.
Sabe, eu sou feliz quando tem feriado e fico em casa o dia inteiro de pijama assistindo Os Simpsons, eu me senti feliz quando estava desempregada e esquecia até de tomar banho, me senti feliz quando vi pela primeira vez o filme mais neurótico do Woody Allen, ou quando ouço aquelas músicas trash dos anos 80; A felicidade manifesta-se em mim quando dublo 'Ain't No Mountain High Enough' do Marvin Gaye, fico feliz quando como besteira... Da vez que fiz xixi no mato, eu estava muito feliz! Felicidade muitas vezes não precisa construir, vem involuntária, basta percebemos, antes que torne apenas uma ideia velha.
Não sou hippie, nem tive manifestações divinas, como disse, estou apenas tendo reflexões de TPM.
Bem, hoje me aproximei um pouco mais da tecnologia e ao invés de preparar o café no bom e velho fogão, esquentei uma água no microondas e... Deu mais trabalho, enfim, o que quero dizer é que, eu ando pensando sobre a vida, eu ando novamente com aquelas crises existências de TPM. De fato, meus pensamentos sobre a vida nesse período tem pitadas de epifania, e desta vez ocorreu-me como a ideia que as pessoas carregam de 'quero ser feliz' é uma ideia ultrapassada e está ficando velha. Não quero dizer que a ideia de felicidade em si seja velha, o que digo é que a busca da felicidade é uma atitude velha.
Penso nisso, pois consigo captar felicidade em momentos pequenos e em termos capitalistas, nem tenho uma vida repleta de riquezas, um exemplo: Eu não tenho cama. Explicarei, tenho dois irmãos, um mais velho e outro mais novo... Delicia de vida hein? (sem ironia) acontece que somos agitados, somos muito agitados e inspirados pelos malditos desenhos japoneses que eles dois são fãs, destruímos as camas aos poucos e num ato de castigo minha mãe negou-se a comprar camas novas, mas teve pena e comprou bons colchões... eis que dormimos todos os três em um quarto enorme, com tudo que precisamos, incluindo nossos colchões e sabe o que percebi? Cara, eu sou feliz e nem tenho cama e quer saber? Eu adoro! Os momentos com meus irmãos foram repletos de felicidade, de felicidade simplória, a felicidade mais pura que existe.
O que irrita na verdade não é o fato das pessoas buscarem a felicidade, e sim a buscarem como se ela não existisse, é muito bonito ver as pessoas construírem suas vidas pensando sempre em um amanhã melhor mas irrita saber que muitas vezes não percebemos, não valorizamos as coisas pequenas, puras e felizes.
Sabe, eu sou feliz quando tem feriado e fico em casa o dia inteiro de pijama assistindo Os Simpsons, eu me senti feliz quando estava desempregada e esquecia até de tomar banho, me senti feliz quando vi pela primeira vez o filme mais neurótico do Woody Allen, ou quando ouço aquelas músicas trash dos anos 80; A felicidade manifesta-se em mim quando dublo 'Ain't No Mountain High Enough' do Marvin Gaye, fico feliz quando como besteira... Da vez que fiz xixi no mato, eu estava muito feliz! Felicidade muitas vezes não precisa construir, vem involuntária, basta percebemos, antes que torne apenas uma ideia velha.
Não sou hippie, nem tive manifestações divinas, como disse, estou apenas tendo reflexões de TPM.
15 de julho de 2011
Loucura pouca é bobagem !
Antes de hesitar, penso no quão mais fundo posso cair e continuo a seguir... Começo assim pois, ando tendo uma vida repleta de loucuras e as pessoas que me envolvem insistem naquela velha filosofia de politicamente correto me fazendo sentir culpa, porém, o desejo ardente de vivê-las vence e me toma.
Tenho plena consciência da divisão de certo e errado de alguns acontecimentos, mas ainda assim os vivo. E o que acontecerá depois? Pois é, eu também não sei e é por isso que devemos nos permitir momentos de pura loucura, pois não sabemos o que acontecerá no dia seguinte, é uma percepção clichê eu sei, porém verdadeira. Questiono-me se viver sempre em dieta para diminuir a circunferência de sua barriga, sempre bebendo água com hora marcda, sempre ensaboando pratos, sempre organizando almofadas... se essa vida de sempre certo está realmente certo, se isso é de fato viver.
Loucuras são saudáveis. Não digo, não apoio o excesso delas. O que digo e apoio é que a ausência de loucuras te torna realmente louco.
Gosto dos meus dias loucos, filmaria todos, transformaria em filme, contaria pra vocês. Estou no que dizem que é a melhor fase da vida, a juventude e é o que parece.
Sei do meu limite, pois vivo sempre perto dele. Dizem que a tendência é que a dosagem de loucura da vida seja diminuída mais e mais, parece que sim e não sei se isso tudo teria graça se persistisse por toda a vida, pois o exagero de atitudes faz perder a graça, mas por enquanto me convém e sei que um dia essa agitação toda irá se acalmar e virará história e é esta a beleza. Se penso se é errado certas coisas e se penso em me arrepender? Talvez, mas deixo isso pro dia seguinte, pois como já disse os mutantes "Loucura pouca é bobagem" e você que não faz loucuras é com certeza um louco!
Tenho plena consciência da divisão de certo e errado de alguns acontecimentos, mas ainda assim os vivo. E o que acontecerá depois? Pois é, eu também não sei e é por isso que devemos nos permitir momentos de pura loucura, pois não sabemos o que acontecerá no dia seguinte, é uma percepção clichê eu sei, porém verdadeira. Questiono-me se viver sempre em dieta para diminuir a circunferência de sua barriga, sempre bebendo água com hora marcda, sempre ensaboando pratos, sempre organizando almofadas... se essa vida de sempre certo está realmente certo, se isso é de fato viver.
Loucuras são saudáveis. Não digo, não apoio o excesso delas. O que digo e apoio é que a ausência de loucuras te torna realmente louco.
Gosto dos meus dias loucos, filmaria todos, transformaria em filme, contaria pra vocês. Estou no que dizem que é a melhor fase da vida, a juventude e é o que parece.
Sei do meu limite, pois vivo sempre perto dele. Dizem que a tendência é que a dosagem de loucura da vida seja diminuída mais e mais, parece que sim e não sei se isso tudo teria graça se persistisse por toda a vida, pois o exagero de atitudes faz perder a graça, mas por enquanto me convém e sei que um dia essa agitação toda irá se acalmar e virará história e é esta a beleza. Se penso se é errado certas coisas e se penso em me arrepender? Talvez, mas deixo isso pro dia seguinte, pois como já disse os mutantes "Loucura pouca é bobagem" e você que não faz loucuras é com certeza um louco!
28 de junho de 2011
Des.
Desapego, desolado
Desfilado, desfigurado
Desatento, desnorteado
Despenteado, desesperado
Descontente, desamparado
Destino, desilusão
Descolado, desprotegido
Desfavorecido, despido
Desmoronado, destruído
Ah, desisto!
Desfilado, desfigurado
Desatento, desnorteado
Despenteado, desesperado
Descontente, desamparado
Destino, desilusão
Descolado, desprotegido
Desfavorecido, despido
Desmoronado, destruído
Ah, desisto!
Esse tal de sofrimento
Sinto que é necessário sofrer
Sinto que é necessário perder
Sinto que é necessário não ter
Sinto que é necessário não acontecer
Choro, insistência, desespero, luta!
Você não consegue, você surta!
Esse tal de sofrimento
é um dos mais puros sentimentos
Nos faz agarrar, sentir amor
Essa vida sofrida
Ah! é tão bonita
O aprendizado, o sabor do sofrimento
A inquietação do peito doendo
Os problemas todos da vida
A sensação de não haver saída
O estômago embrulhado
O coração apertado
A confusão dos pensamentos
A difusão dos sentimentos
Ah, que belo sentimento
Esse tal de sofrimento.
Sinto que é necessário perder
Sinto que é necessário não ter
Sinto que é necessário não acontecer
Choro, insistência, desespero, luta!
Você não consegue, você surta!
Esse tal de sofrimento
é um dos mais puros sentimentos
Nos faz agarrar, sentir amor
Essa vida sofrida
Ah! é tão bonita
O aprendizado, o sabor do sofrimento
A inquietação do peito doendo
Os problemas todos da vida
A sensação de não haver saída
O estômago embrulhado
O coração apertado
A confusão dos pensamentos
A difusão dos sentimentos
Ah, que belo sentimento
Esse tal de sofrimento.
Efeito três
Chego tonta e paranoica, fecho a porta com leveza, é a noite mais fria do ano. Ligo a luz para ver, sinto fome, sinto um certo medo, sinto-me liberta... tudo na mesma sensação.
A casa está escura, existe uma sutil desordem, porém está calma, sem agito. Alertaram-me: "ela não deixa cheiro", mas a garganta ficou um pouco seca.
Dei boa noite, distribuí beijos de cumprimentos e nenhuma percepção...Ufa! O receio foi inevitável, talvez um pouco de culpa por sempre levar uma vida tão certinha e refletindo agora penso: QUE PORRA DE VIDA CERTINHA QUE TENHO! Necessito errar.
As luzes não apareceram, a brisa não foi verde, foi leve. Não vi ninguém estranho, não falei abobrinhas, não sai sem rumo. Meu cabelo ainda tem o cheiro do condicionador, meu paladar refrescou-se com a bala halls. Não foi nada extremo, nada de anormal.
Eu sei lá qual é minha opinião disso tudo, escrevi esse texto e minha curiosidade está morta. Sinto sono, vou dormir.
A casa está escura, existe uma sutil desordem, porém está calma, sem agito. Alertaram-me: "ela não deixa cheiro", mas a garganta ficou um pouco seca.
Dei boa noite, distribuí beijos de cumprimentos e nenhuma percepção...Ufa! O receio foi inevitável, talvez um pouco de culpa por sempre levar uma vida tão certinha e refletindo agora penso: QUE PORRA DE VIDA CERTINHA QUE TENHO! Necessito errar.
As luzes não apareceram, a brisa não foi verde, foi leve. Não vi ninguém estranho, não falei abobrinhas, não sai sem rumo. Meu cabelo ainda tem o cheiro do condicionador, meu paladar refrescou-se com a bala halls. Não foi nada extremo, nada de anormal.
Eu sei lá qual é minha opinião disso tudo, escrevi esse texto e minha curiosidade está morta. Sinto sono, vou dormir.
Velhice
Sinto-me inútil, largada ao vento
Sinto o relento
Meu andar parece lento
Da culpa fujo desprovida
De você, perco a vontade, fujo frígida.
Sentimento de indolência
Sensação de doença
Acabou-se a adolescência
Nível estável de insensibilidade
Vivêncio minha senilidade
Vivêncio minha sanidade
Sinto outra vez
Manifestações de decrepidez
Penso que estou esclerosada
Penso que estou ultrapassada
Mas não estou manjada
Enjoou-me da vida
Sinto-me caída
Sinto coisas repetidas
Acho que não tem mais graça
Viver nesta bela farsa.
Sinto o relento
Meu andar parece lento
Da culpa fujo desprovida
De você, perco a vontade, fujo frígida.
Sentimento de indolência
Sensação de doença
Acabou-se a adolescência
Nível estável de insensibilidade
Vivêncio minha senilidade
Vivêncio minha sanidade
Sinto outra vez
Manifestações de decrepidez
Penso que estou esclerosada
Penso que estou ultrapassada
Mas não estou manjada
Enjoou-me da vida
Sinto-me caída
Sinto coisas repetidas
Acho que não tem mais graça
Viver nesta bela farsa.
21 de junho de 2011
Afasia
E tudo parece difícil mais uma vez
Numa cena repetida, tento algo novo.
Caio na mesma armadilha sempre
Amores que duram uma noite...
Me pedem para enxergar e esperar as coisas se montarem
Mas sempre parece tudo tão incompleto.
Ah sorte maldita, por que sempre foges de mim?
Eu só queria que desse certo.
Eu fico pensando nisso, como se fosse resolver
Nem sei se existe algo pra entender ou para ser resolvido
Eu só queria aliviar meu peito desse aperto.
E então, enquanto publico essa confusão
O solo da música entra, me arrepiando a pele
Esses prelúdios não me trazem aviso
Sem roteiro, vou seguindo essa rotina repetitiva
Sinto-me inferior quando a covardia me invade
Fujo pelos corredores gelados
Essas manias que tenho, esses hábitos incomuns...
Ai... essa vida!
Perco a fala
Perco os sentidos
Perco o rumo
Nossa, que confusão!
E repetidas vezes essa música toca
Você precisa me atingir de um jeito hipodérmico, subcutaneamente.
Quero o controle da situação, apenas
Quero aquela velha normalidade bagunçada
Meu coração está espremido
Meu cérebro está lesado
Âmago sempre incompreensível, porém frágil
Acho que gosto de você.
Numa cena repetida, tento algo novo.
Caio na mesma armadilha sempre
Amores que duram uma noite...
Me pedem para enxergar e esperar as coisas se montarem
Mas sempre parece tudo tão incompleto.
Ah sorte maldita, por que sempre foges de mim?
Eu só queria que desse certo.
Eu fico pensando nisso, como se fosse resolver
Nem sei se existe algo pra entender ou para ser resolvido
Eu só queria aliviar meu peito desse aperto.
E então, enquanto publico essa confusão
O solo da música entra, me arrepiando a pele
Esses prelúdios não me trazem aviso
Sem roteiro, vou seguindo essa rotina repetitiva
Sinto-me inferior quando a covardia me invade
Fujo pelos corredores gelados
Essas manias que tenho, esses hábitos incomuns...
Ai... essa vida!
Perco a fala
Perco os sentidos
Perco o rumo
Nossa, que confusão!
E repetidas vezes essa música toca
Você precisa me atingir de um jeito hipodérmico, subcutaneamente.
Quero o controle da situação, apenas
Quero aquela velha normalidade bagunçada
Meu coração está espremido
Meu cérebro está lesado
Âmago sempre incompreensível, porém frágil
Acho que gosto de você.
14 de junho de 2011
Preguiça necessária
Ando com uma vida agitada. Trabalho, estudos... Tudo! E tudo de só uma vez. Pela noite, descanso, é a hora que pauso minha cabeça pensante e fico em paz. Aaaaah a noite, que delicia é você chegar em casa, juntar os restos da geladeira, formar uma refeição, tirar o sapatos que lhe aguentaram e foram testemunha daquele dia infernalmente cheio. Ver tv, passando por todos os canais, até encontrar algo que lhe agrada e não conseguir parar de assistir, se bem que, dia cheio, cabeça cheia... qualquer coisa que passa na tv me chama de forma dispersa a atenção.
O sono resolve pairar sobre meus olhos e o cansaço e o peso daquele dia pairam sobre meu corpo, quero cama, ou não. No sofá, meu sono remete-se ao de um recém nascido, em minha cama a insônia parece abrigar-se em meus lençóis e aguardar-me. Mas tenho que ir pra cama. No sofá durmo porém, amanheço com as costas em formato de labirinto.
Coloco o relógio para despertar. O meu maior problema sempre amanhece comigo: PREGUIÇA!
O despertador berra em vão, olho as horas, penso preguiçosamente "Ah, tá cedo, vou dormir mais um pouco!" 7,8, 9, 10... Levanto-me quase obrigada. Faço nada do que deveria, do que tinha planejado. Não como,não sinto fome alguma, não arrumo nada, não sinto vontade nenhuma. Tomo banho e escovo os dentes e saio para mais um dia cheio. De manhã, que sensação matutina desgraçada! Por que a preguiça me consome dessa forma? Sedentarismo, falta de arroz e feijão, falta de saúde, falta de vontade. Preguiça é meu mal, me consome pela manhã e eu não resisto a ela.
De certa forma sinto que esse momento matutino preguiçoso me é válido, sim me é válido mesmo quando vou para a cama da insônia e faço promessas do tipo: "Amanhã sim, acordarei cedo e irei no banco!" ou simplesmente: "Amanhã, pelo menos irei arrumar minha cama." Sinto que essa preguiça me proporciona fugir da estranheza da correria da minha rotina, me faz escapar mentalmente da vida, pois ouço, falo e vejo coisas durante o dia que me aborrecem, que me cansam. De noite eu pauso, de manhã tento retornar ao play.
Simetria engraçada, minha mente parece funcionar à manivela, de manhã lerdo, de tarde indo e a noite no fast. É assim que funciono, fazer o que?
O sono resolve pairar sobre meus olhos e o cansaço e o peso daquele dia pairam sobre meu corpo, quero cama, ou não. No sofá, meu sono remete-se ao de um recém nascido, em minha cama a insônia parece abrigar-se em meus lençóis e aguardar-me. Mas tenho que ir pra cama. No sofá durmo porém, amanheço com as costas em formato de labirinto.
Coloco o relógio para despertar. O meu maior problema sempre amanhece comigo: PREGUIÇA!
O despertador berra em vão, olho as horas, penso preguiçosamente "Ah, tá cedo, vou dormir mais um pouco!" 7,8, 9, 10... Levanto-me quase obrigada. Faço nada do que deveria, do que tinha planejado. Não como,não sinto fome alguma, não arrumo nada, não sinto vontade nenhuma. Tomo banho e escovo os dentes e saio para mais um dia cheio. De manhã, que sensação matutina desgraçada! Por que a preguiça me consome dessa forma? Sedentarismo, falta de arroz e feijão, falta de saúde, falta de vontade. Preguiça é meu mal, me consome pela manhã e eu não resisto a ela.
De certa forma sinto que esse momento matutino preguiçoso me é válido, sim me é válido mesmo quando vou para a cama da insônia e faço promessas do tipo: "Amanhã sim, acordarei cedo e irei no banco!" ou simplesmente: "Amanhã, pelo menos irei arrumar minha cama." Sinto que essa preguiça me proporciona fugir da estranheza da correria da minha rotina, me faz escapar mentalmente da vida, pois ouço, falo e vejo coisas durante o dia que me aborrecem, que me cansam. De noite eu pauso, de manhã tento retornar ao play.
Simetria engraçada, minha mente parece funcionar à manivela, de manhã lerdo, de tarde indo e a noite no fast. É assim que funciono, fazer o que?
18 de março de 2011
Perca o controle
Dance, despeja suas emoções
Seja humano da forma mais crua
Não fique espremido no receio
Não pense no que os outros vão pensar
Não pense em nada, só por um momento
Explore sua liberdade
Explore seus limites
Veja o quão é bom, fugir da normalidade
Veja como agir por impulso mata sua sede
Dance e canse
Seja quem você nunca foi
Seja quem você sempre quis ser
Seja, despeja e veja!
Faça o que lhe der na telha
Viva a vida como o instinto selvagem inquieto em seu peito lhe pede
Apenas viva a vida sem freios, perca-os em algum momento
Perca o controle, ao menos uma vez, sua saúde agradecerá.
Perca o controle!
Perca o controle!
Perca o controle e o recupere só amanhã.
Seja humano da forma mais crua
Não fique espremido no receio
Não pense no que os outros vão pensar
Não pense em nada, só por um momento
Explore sua liberdade
Explore seus limites
Veja o quão é bom, fugir da normalidade
Veja como agir por impulso mata sua sede
Dance e canse
Seja quem você nunca foi
Seja quem você sempre quis ser
Seja, despeja e veja!
Faça o que lhe der na telha
Viva a vida como o instinto selvagem inquieto em seu peito lhe pede
Apenas viva a vida sem freios, perca-os em algum momento
Perca o controle, ao menos uma vez, sua saúde agradecerá.
Perca o controle!
Perca o controle!
Perca o controle e o recupere só amanhã.
Encomenda
Desejo calçados confortáveis
Iguais aos que ele usava
E no calor de seus pés, pisar onde ele andava
Seguir seus passos apressados e no seus rastros de saudade
Tentarei encontrar felicidade
O seguirei até o encontrar
Farei a ferida cicatrizar.
Num caminho de lembranças
Correrei sem rumo e com esperanças
Calçados confortáveis, iguais aos dele
É o que desejo agora
Por um chão que não é seguro, vou embora.
Iguais aos que ele usava
E no calor de seus pés, pisar onde ele andava
Seguir seus passos apressados e no seus rastros de saudade
Tentarei encontrar felicidade
O seguirei até o encontrar
Farei a ferida cicatrizar.
Num caminho de lembranças
Correrei sem rumo e com esperanças
Calçados confortáveis, iguais aos dele
É o que desejo agora
Por um chão que não é seguro, vou embora.
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