25 de agosto de 2010

Minha vida bonita

Apesar de viver em um desconchavo ambulante, sou estranhamente comum. Percebo as pessoas vivendo e esquecendo-se da vida em si. E desse paradigma de sub-vida eu tento escapar arriscando-me a viver aos extremos desse paradoxo.
Tenho tantas vontades à serem realizadas,tenho experiências à serem descobertas,e o medo do disperdicio de vida me arranca dessa repressão.
Quero me aventurar a sofrer de amor, quero beijar todos garotos bonitos, quero experimentar as comidas mais exóticas, e todos os sabores de sorvete; Quero conhecer a Califórnia, quero chorar ao lembrar, quero correr para alcançar, ter poucos grandes amigos verdadeiros, muitos amores e muitas histórias. Desfrutar de uma juventude histérica, seguir os caminhos mais distantes, abrir os braços em meio a ventanias, gritar alto no barulho mais infernal.
Explorar a extremidade dos sentimentos juvenis e saber que a vida é para vive-la afinal, entre discordâncias e concordâncias. Na beleza deste paradoxo coloco-me nesse meio, percebendo que o tempo é injusto e curto.Fico velha, e mais velha...há todo tempo, mas nunca haverá um momento sequer no qual me arrependerei da vida que levei.
E nisso persistirei até chegar a hora do ciclo ingrato da vida, a morte.

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