13 de agosto de 2010

Amor, demasiado amor

Nunca haveria de saber
Que uma troca de olhares do acaso
Jogaria meu ser ao descaso de sua atenção,
E malvado seria o futuro de desilusões
Que confiante, me esperava

Nunca haveria de saber
Que sua beleza sucinta
Seria o embrião dessa dor,
Que me arrasaria sem hesitar

Minha forma histrónica de te gostar
Caía sempre ao chão
Quando via as trocas de chiclete
E carícias sem amor com uma qualquer
Desmerecedora desses momentos

Esquecer-te foi uma opção racional
Que me surgiu no meio dessa cegueira de sentimentos,
A distância (que você teimava em manter)
E o tempo de sofrimento solitário
Foram aliados que fielmente me perseguiram
Até você escorrer e sumir do meu coração

Demasiado foi meu amor
Demasiado foi sua ingratidão
Demasiado foi o nascimento da minha dor
E demasiado foi minha tolice
Que hoje relembro nas escritas
De cartas que nunca foram enviadas
Relembro também, de minha covardia hesitante
Que o tempo amarelou junto de meu amor.

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