7 de agosto de 2010

O despertar

Saio de casa e não volto,
Ando pelas ruas mais estranhas,
Acompanho-me pelo céu cinzento,
Corro tão rápido e sinto o vento de liberdade,
Atingir-me como uma arma letal.
E as batidas do meu coração
Acontecem sem arrependimentos, sem me fazer olhar para trás.

Sinto falta de conforto, sinto frio e as vezes sinto medo.
Mas tudo isso vai embora
Ao deparar-me com a realidade
De saber que estou indo aonde quero.

Por umas horas ando devagar e com as mãos no bolso
E outras corro como se o atraso me perseguisse
As vezes penso no que seria
As vezes penso no que está sendo,
Penso na sua arrogância e insistência de ser o melhor
E sinto-me grata em não ser você.

A realidade que me foi proposta
Ainda é um ponto fraco e que será construído da forma mais planejada,
A pressa nunca foi eficaz.
Então o agora que vivo é satisfatório
Sem promessas, sem compromisso e sem exigências
Desperto de um sonho juvenil desenfreado que me espremia.
A liberdade que sinto é saber principalmente
Que hoje, vivo acordada.

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