E tudo parece difícil mais uma vez
Numa cena repetida, tento algo novo.
Caio na mesma armadilha sempre
Amores que duram uma noite...
Me pedem para enxergar e esperar as coisas se montarem
Mas sempre parece tudo tão incompleto.
Ah sorte maldita, por que sempre foges de mim?
Eu só queria que desse certo.
Eu fico pensando nisso, como se fosse resolver
Nem sei se existe algo pra entender ou para ser resolvido
Eu só queria aliviar meu peito desse aperto.
E então, enquanto publico essa confusão
O solo da música entra, me arrepiando a pele
Esses prelúdios não me trazem aviso
Sem roteiro, vou seguindo essa rotina repetitiva
Sinto-me inferior quando a covardia me invade
Fujo pelos corredores gelados
Essas manias que tenho, esses hábitos incomuns...
Ai... essa vida!
Perco a fala
Perco os sentidos
Perco o rumo
Nossa, que confusão!
E repetidas vezes essa música toca
Você precisa me atingir de um jeito hipodérmico, subcutaneamente.
Quero o controle da situação, apenas
Quero aquela velha normalidade bagunçada
Meu coração está espremido
Meu cérebro está lesado
Âmago sempre incompreensível, porém frágil
Acho que gosto de você.
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