Chego tonta e paranoica, fecho a porta com leveza, é a noite mais fria do ano. Ligo a luz para ver, sinto fome, sinto um certo medo, sinto-me liberta... tudo na mesma sensação.
A casa está escura, existe uma sutil desordem, porém está calma, sem agito. Alertaram-me: "ela não deixa cheiro", mas a garganta ficou um pouco seca.
Dei boa noite, distribuí beijos de cumprimentos e nenhuma percepção...Ufa! O receio foi inevitável, talvez um pouco de culpa por sempre levar uma vida tão certinha e refletindo agora penso: QUE PORRA DE VIDA CERTINHA QUE TENHO! Necessito errar.
As luzes não apareceram, a brisa não foi verde, foi leve. Não vi ninguém estranho, não falei abobrinhas, não sai sem rumo. Meu cabelo ainda tem o cheiro do condicionador, meu paladar refrescou-se com a bala halls. Não foi nada extremo, nada de anormal.
Eu sei lá qual é minha opinião disso tudo, escrevi esse texto e minha curiosidade está morta. Sinto sono, vou dormir.
2 comentários:
tsc...
era esse o comentário!
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