13 de junho de 2010

Oásis

A veleidade de encontrar um oásis me trás no peito uma angústia perturbadora e por mais que o impossível fica mais impossível eu o anseio mais e mais.
Quando a sobrecarga dos problemas se duplicam, quando até os amigos não conseguem mais ser satisfatórios, quando me sinto esgotada com a urbanização, cansada da agitação da cidade eu sinto uma imensa vontade de correr rápido para o mais longe possível, sentir paz e ouvir somente silêncio ou então quero despencar de vez.
Meus neurônios movidos a cafeína agem de forma cansativa, tenho insônia impregnada nos olhos. Minhas semanas são rotinas cretinas e que me saem feito um déjà vu e eu realmente não sinto mais vontade de viver assim .
Me sinto em um mundo tedioso, sem novidades e limitado. Eu queria renová-lo e cuida-lo, sair de perto da desgraça do veneno da falsidade, desse desprazer de ver meus sonhos quebrados, do azar constante. Eu queria dormir, livrar a mente e sentir o corpo leve.
Ah! como sentiria prazer de construir um novo lar e deixar essa sensação de estar perdida em um lugar que eu não pertenço se esvair. Se pudesse reencontrar-me descansada dessa vida sem saúde, se pudesse apagar a falta de cor da minha rotina, tornar falecida minha insônia... eu desabaria da forma mais confortável.

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