29 de abril de 2010

Pensamentos de uma cabeça vazia

Ando meio perturbada, ando carregando umas preocupações que estão bagunçando as funções do meu cérebro, e fazendo meu coração bater mais forte. Não! não estou gostando de ninguém. Quem dera se essas minhas perturbações fossem mais um amorzinho platônico, antes fosse, antes fosse!
Sei lá, deve ser porque estou numa fase de mudanças e desafios e consequentemente medo, muito medo! Só que aí que está o problema. Eu não estou correspondendo da forma que deveria. É horrível sabe? Eu vejo outras pessoas da minha idade por ai, quebrando a cara, fazendo o diabo á quatro para vencer na vida... e eu aqui...
Não que eu não esteja nem aí para o meu futuro, só acho que eu estou muito aquém do que esperavam de mim, do que eu própria esperava de mim.
Ainda a tempo, sim claro, sou jovem, afinal.Mas, existe um esquema familiar, uma espécie de pressão. Não posso dizer que seja uma PRESSÃO! É uma espécie. Não posso reclamar da minha criação, ao contrário! Tive, e estou tendo total liberdade para escolher meu futuro da forma que mais me convém, posso seguir o caminho que eu quiser.
Essa pressão, provavelmente seja por minha conta mesmo, eles são muito esforçados e eles tem bons resultados, enquanto eu, estou me esforçando para me esforçar. É vergonhoso, é decadente.
Além de tudo isso, tem mais um agravante. Aquele incontrolável impulso adolescente, de fazer certas coisas que como posso dizer? ... nos obriga a fugir do 'roteiro'. E somente, e justamente agora meu juízo resolve bater na porta da minha consciência. Resultado: CULPA! e um medo imenso de desapontar.
Bom, eu estou sentindo culpa, aliás... prefiro dizer: 'meu juízo está batendo na porta da minha consciência.' É um bom sinal? Talvez, porém, sentir culpa, sentir o juízo florescer não vai espantar minhas confusões e perturbações, talvez só esteja me mostrando que eu não sou perda total, talvez esteja me mostrando que eu tenho concerto.
Aah...! o esquema familiar (parece nome de alguma tentativa de programa do governo pra ajudar as famílias) o esquema familiar, é o seguinte: Eles me fornecem uma piscina e eu tenho duas escolhas, afogar ou nadar(vi essa expressão no 'eu, a patroa e as crianças, adoooro'). Lentamente, depois de me afogar muito, estou aprendendo á nadar.
Eu estou tão confusa, me sinto as vezes incapaz, tão burra, uma cabeça oca, uma alienada total, que esta aquém da sua geração. Tenho vontade de crescer, de ampliar minhas qualidades em benefício do meu futuro, viver sob minhas regras, a base do meu dinheiro. Ter esse tipo de vontade já é uma coisa positiva não é? Ahhh! estou muito confusa.
Ao mesmo tempo que considero certas coisas em mim positivas, tem outras consideráveis negativas. Tenho uma conclusão para mim mesma: (não definitiva, eu espero) sou medrosa e preguiçosa uma combinação abominável! O que adianta ter a cabeça cheia de bons pensamentos se me faltam atitudes positivas. É uma forma de dizer a si mesmo que você tem consciência, mas tem preguiça de agir. De um jeito ou de outro, é se conformar com o fracasso, e se fantasiar de esforçado, quando é um preguiçoso de consciência. E derrepente, tudo fica muito claro...
Não basta ter pensamentos positivos, sem atitudes positivas. Tenho muitos pensamentos, porém, poucas ações. De que me vale pensar, sem agir? De que vale ter uma cabeça á mil, e um corpo á zero? vou levantar- me para a vida! se não, não passarei de uma cabeça cheia e ao mesmo tempo vazia .
Em 'ch ch ch change' eu vim com aquele papinho de grandes mudanças causam grandes medos ( e grandes poderes trazem grandes responsabilidades, desculpa! essa minha frase me lembrou essa fala do homem aranha 1). Naquela época eu estava só, imaginando a situação, e agora estou passando por isso, e eu achava que saberia lidar... muito fácil falar! Estou prestes á uma mudança, que será proveniente de uma escolha minha e que está me matando de medo, é como montar um quebra - cabeças.
Depois da minha reflexão em plena biblioteca pública, cheguei a alguns veredictos e mudei minha visão sobre o medo. Existem medos e medos, por exemplo: Tem aquele medo tipo de filme de terror; Tem aquele medo que te evita fazer bobagens (esse medo aí, não é muito meu forte) e tem o medo de agir, porque não se saberá as consequências, mas basta ser convicto e seguro sabe? Devem existir outros medos... ainda não cheguei à eles. Mas em todos os casos, até o do filme de terror, o medo nasce a partir de quando você se vê de frente a um desafio, medo é a reação imediata, o que não significa que você é medroso, é uma questão de superação e preparação. você tem medo mais tem vontade de superar os desafios e esse 'superar' são suas atitudes, suas iniciativas para sua vida.
Alguns veredictos: ando meio complicada (isso é fato); tenho um pouco de juízo, muitos pensamentos e quase nenhuma atitude(vou mudar isso, será a primeira atitude) ; estou aprendendo a 'nadar'; estou passando á ferro e fogo minha juventude (o que é bom).Tenho certeza que quando passar, eu vou poder me orgulhar sabe? até das burradas, serão histórias para contar, ah! pelo menos eu vivi a vida não é? ah, sim Preciso de parar um pouco de ler Nietzsche, mas como eu disse... pelo menos eu vivi a vida, e estou vivendo, é vivendo, errando e aprendendo.

3 comentários:

MarianaSouza disse...

Aiii também me sinto assim Cah..adorei o texto!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Medo,insegurança,confusão,Nietzsche,muito bem,gostei do texto,se quiser uma dica,diria que isso é algo comum na mente de um jovem e que a graça é livrar-se da gambiarra dos pensamentos. Não acredito que seja cabeça-oca,o modelo de pensamento que temos leva a isso mesmo,a completa falta de sentido e banalidade,ou até mesmo dispensabilidade do que vivemos.Bom,não tema ,o medo assim como os problemas são projetados por nós mesmos,e podem nos manipular.beijos e até mais.